SILENCIO
Sem horário. Sem barulho.
Um lugar onde reencontrar a simplicidade, um espaço livre das pressões, uma ilha num mundo devastado.
Um hiato onde parar. Um canto ainda puro para refletir, descansar e perguntar-se aonde vamos e por quê.
O sol que nasce e navega pelo céu, a noite cheia de vida e de presenças. A lua.
Água, pura água.
A música do vento e as folhas que dançam.
A solidão de uma lagarta linda como um coral.
Um silêncio que permite pensar e ouvir, mas também um laboratório de ideias, uma caixa de ressonância para sensações que brotam de uma fonte original de energia; recursos a serem utilizados com parcimónia e sabedoria para reencontrar caminhos antigos em direção ao equilíbrio da pessoa.
Não é fácil, quando imersos numa realidade cada vez mais artificial, relembrar como é viver livres de estímulos sensoriais induzidos- fora de um mundo polarizado por esquemas dirigidos ao consumismo. Poder pensar sem barulho de fundo e deixar o tempo correr sem medi-lo. Sem uma pressão constante.
Uma viajem a um lugar fora do mesmo mundo.